O que o estudo avaliou
Pesquisadores canadenses utilizaram a termografia infravermelha para comparar a resposta inflamatória provocada por dois métodos de marcação de bovinos: marca a fogo (ferro quente) e marca a frio (criogenia).
A técnica permitiu acompanhar por 7 dias o quanto a pele dos animais permanecia inflamada após o procedimento, identificando sinais indiretos de dor, lesão tecidual e recuperação.
Principais resultados
- Ambos os métodos causaram inflamação, mas a marca a fogo gerou maior intensidade e duração do processo inflamatório.
- Aos 7 dias, os locais de marca a fogo ainda apresentavam temperatura significativamente elevada, indicando que o tecido ainda estava inflamado.
- A marca a frio causou menos dano aparente aos tecidos e a inflamação diminuiu mais rapidamente.
- A cicatrização mais lenta da marca a fogo sugere maior grau de dano e desconforto prolongado para o animal.
O que isso significa na prática
A termografia permitiu observar que, apesar de ambas causarem dor, a marca a fogo produz uma lesão mais profunda e duradoura. Isso confirma que o método, além de doloroso, compromete o bem-estar do animal por mais tempo.
A adoção de alternativas como brincos, tatuagens e identificação eletrônica contribui para uma pecuária mais ética, moderna e alinhada às demandas de qualidade de mercado.
Referência técnica
Schwartzkopf-Genswein, K.S. & Stookey, J.M. (1997). The use of infrared thermography to assess inflammation associated with hot-iron and freeze branding in cattle. The Canadian Journal of Animal Science, 77: 577–583. Link para o artigo
