O que o estudo avaliou
Pesquisadores da Texas A&M University testaram os efeitos comportamentais e fisiológicos da marca a fogo, marca a frio e de um grupo controle (simulação sem marca) em bezerros mestiços. Eles analisaram a resposta de estresse e dor por meio da frequência cardíaca, cortisol, epinefrina e temperatura da pele.
Principais achados
- Bezerros marcados a fogo tiveram maior liberação de epinefrina, indicando dor aguda mais intensa;
- A marca a frio causou menos resposta fisiológica imediata e inflamação diferente da marca a fogo;
- Todos os bezerros apresentaram aumento de cortisol e frequência cardíaca, mas o resfriamento vascular na marca a frio parece ter amenizado os danos;
- A vocalização foi baixa em todos os grupos, possivelmente por estarem isolados dos outros animais (sem estímulo social).
O que isso significa na prática
Embora a marca a frio também provoque dor e reação de estresse, a marca a fogo provoca uma dor mais intensa no momento da aplicação, como revelado pela alta liberação de epinefrina — um marcador clássico de dor aguda.
Além disso, os danos causados pelo calor podem reduzir o valor do couro e prolongar o desconforto do animal.
Esse estudo reforça a necessidade de buscar alternativas menos agressivas, como brincos, tatuagens e identificação eletrônica.
Referência:
Lay, D.C. Jr. et al. (1992). Behavioral and Physiological Effects of Freeze or Hot-Iron Branding on Crossbred Cattle. Journal of Animal Science, 70(2): 330–336. DOI: 10.2527/1992.702330x
